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VOLUME LITRO DAS PRANCHAS

Muito se fala em volume litro das pranchas e alguns cálculos que determinam o que seria correto para um surfista iniciante, intermediário e avançado, vale lembrar que o mais importante na hora de escolher um volume para sua prancha é informação, quanto mais melhor.

Cada modelo de prancha usa volume litro diferente, exemplo: o modelo RB MERCURY usa na média de 4 a 5 V.l a menos que a RB FISH MODEL, assim terá uma funcional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale lembrar que duas pessoas com o mesmo peso e mesma habilidade no surf pode usar volume diferente na prancha já que cada um sente uma necessidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dicas que valem a pena.

1 – conversar bastante com o seu shaper

2 – não mentir a forma que surfa para o seu shaper

3 – usar o mesmo tamanho de prancha com distribuição diferente

4 – usar volume diferente para achar o seu, mais ou menos do que esta usando

 

Essas dicas servem para você ter uma prancha boa, já que com o passar dos anos eu percebi que mesmo um surfista intermediario pode sentir bastante difrença em performance com 1 ou 2 litros a mais na prancha, principalmente se esse volume estiver em borda.

Para um surfista iniciante é recomendado prancha com muito mais volume, fumboard ou longboard são os recomendados, SATURN MODEL e JUPTER MODEL.

 

FOTO DO CLIENTE – DU SURF HAJJAR

Du, usando  um modelo RB Creative de EPS, prancha de alta performance Keahana muito parecida com  a Mercury Model, ela tem um bump na altura das quilhas, deixando ela com uma troca de borda bem  rápida e suave.

Eduardo esta usando esse modelo já faz três anos. Esse mês fez uma trip para a Costa Rica, aonde pegou altas ondas, seu quiver foi duas RB Creative, tamanho 6′ 1″ 1/2 que já vinha surfando há 2 anos  e uma 6’1” que feita para essa viagem.

 

 

 

 

Foto do Cliente – Franklin Jr.

Franklin Jr. usando sua RB Fish-Model, praia do Sapê, Ubatuba. 

Depoimento…. “fiquei impressionado com a flutução,  muito fácil para entrar na onda e bem solta.”

 

RB SURFBOARDS NO GOOGLE MAPS

Para facilitar seu caminho até uma prancha de surf nova, colocamos a disposição nosso endereço no Google Maps. Agora basta digitar “RB SURFBOARDS, Sao Paulo” na busca do Google Maps e logo aparecerá nosso endereço e melhores caminhos para vocês nos encontrarem seja lá onde vocês estiverem.

Agradecemos aos leitores que indicaram essa necessidade e nós da RB SURFBOARDS incentivemos MUITO essa interatividade. Portanto assim que tiverem dúvidas, sugestões ou críticas, não exitem em nos escrever. O e-mail rb@rbsurfboards.com é um canal aberto entre você e a RB SURFBOARDS.

Aqui na RB SURFBOARDS estamos sempre trabalhando para facilitar seu surfe. Seja fazendo as melhores pranchas de surf ou melhorando nossos serviços para melhor atende-los.

É a RB SURFBOARDS encurtando seu caminho para sua próxima prancha de surfe!

PROMOÇÃO – SEJA UM RB SURFER

Seguindo dicas de nossos leitores, colocamos os videos recebidos até agora para a PROMOÇÃO – SEJA UM RB SURFER no ar. Agora todos vocês podem VOTAR, comentar e participar deste evento único da RB SURFBOARDS.

Acessem: www.rbsurfer.wordpress.com

e fiquem a vontade . Votem em quantos quiserem e comentem o quanto quiserem.

COMO FUNCIONA?

Preriaremos com 1(um) ano de apoio total o surfista que receber mais votos no site oficial do evento:
WWW.RBSURFER.WORDPRESS.COM
Para isso você deve:
FAZER UM CLIP, SUBIR NO SITE - VIMEO.COM - e ENVIAR O LINK PARA NOSSO E_MAIL:
rb@rbsurfboards.com.
Importante frisar que estamos em busca de um surfista, seja ele profissional ou não. Seja ele brasileiro ou gringo, homem ou mulher, jovem ou adulto. O que importa é mostrar o quanto você está disposto a desenvolver um trabalho conosco. Se você sempre sonhou em ter um apoio de pranchas de surfe, esta é sua chance. Mande mesmo se achar que ainda não tem nível para isso.Você pode ainda indicar este evento a um amigo.
Em nome da RB SURFBOARDS gostaria de agradecer os primeiros participantes e dizer que a disputa será muito acirrada e interessante.
O prazo vai até DEZEMBRO de 2011.
COMO EU VOTO?
Para votar você deve escolher quantas “Estrelas” para o concorrente que mais te agrada. O vencedor será aquele com mais votos. portanto escolha bem seu concorrente, e vote após ver todos os videos.
CRITÉRIO DE DESEMPATES:
  1. vence quem tiver mais votos, indiferente do número de estrlas
  2. caso aconteça um empate, vencerá aquele que possuir mais votos com 5 ESTRELAS
  3. caso permaneça o empate, vencerá quem possuir mais votos com 5 e 4 ESTRELAS
  4. caso permaneça o empate, vencerá quem possuir mais votos com 5, 4 e 3 ESTRELAS
  5. caso permaneça o empate, vencerá quem possuir mais votos com 5, 4, 3 e 2 ESTRELAS
  6. caso permaneça o empate, vencerá quem possuir mais votos com 5, 4, 3, 2 e 1 ESTRELAS
  7. caso permaneça o empate, vencerá aquele que o comite julgador da RB SURFBOARDS definir como o melhor
Você ainda pode comentar, elogiar ou criticar qualquer video postado.
Vote em quantos concorrentes quiser e convide os amigos para votar também. No final do concurso vencerá quem tiver mais estrelas.
Participe!!!

 

COMO COMPRAR SUA PRANCHA DE SURF PELA INTERNET?

E ai galera!

Como temos recebido muitos pedidos online das nossas pranchas de surf, as dúvidas acabam sendo parecidas. Portanto resolvi escrever sobre o assunto. Assim melhoramos este excelente serviço da RB SURFBOARDS e vocês compram com mais facilidades.

1)    Qual prancha é melhor para o meu surfe?

Iniciantes: leia bastante sobre pranchas de surf aqui no nosso blog e principalmente na página de cada modelo. Lá colocamos as principais características das pranchas de surf da RB SURFBOARDS e assim deixamos mais fácil sua escolha. Procure por pranchas com boa flutuação, um pouco mais larga e principalmente com um tamanho maior que a sua altura.

RBmodels mais indicados: Earth (shortboard), Saturn (funboard), Jupter (longboard) e Fish Model.

Intermediários: normalmente são surfistas em evolução. Começam a sentir diferenças com mudanças simples, como quilhas, flutuação e rabetas. Para estes surfistas vale a dica de usar como referência as medidas de sua melhor prancha até então. Essas informações ajudarão na sua futura escolha.

RBmodels mais indicados: Mercury (short high-performance), Neptune (gun board) e Creative Models.

Avançados: como conhecem bem sobre pranchas, e sobre o que funciona ou não para seu surfe, as pranchas High-Performance são as mais indicadas. A melhor dica é para diversificar seu quiver e experimentar coisas novas.

RBmodels mais indicados: Mercury (short high-performance) e Neptune (gun board).

2)    Devo adicionar à compra alguns acessórios como: leash, deck, capa, etc?

Para quem não os possui é muito importante. Lembre-se que, provavelmente, você trocará de prancha e continuará com esses acessórios. Portanto o investimento inicial é um pouco mais alto, mas em médio prazo será benéfico.

3)    Quais as medidas que devo procurar nas minhas pranchas de surf?

Iniciantes: pranchas mais largas, cheias e maiores.

Flutuação: 2½ ou mais           Meio: 18½ ou mais     Tamanho: 6’5’’ ou mais

Intermediários: normalmente estão diminuindo suas pranchas e tornando-as mais velozes e com respostas mais rápidas.

Flutuação: baseada na prancha anterior        Meio: baseado na prancha anterior    Tamanho: menor que a anterior

Avançados: como conhecem bem o equipamento, o que mais vale é a conversa com o shaper.

4)    Melhor pegar no local ou receber em casa?

Pela comodidade, ou distância da fábrica, claro que receber em casa acaba sendo uma mão na roda. Mas ir buscar a prancha de surf nova direto na loja/fábrica está entre as coisas mais legais do surf. Fora todo o contato com o shaper que é, sempre, enriquecedor.

5)    Vale mais a pena uma usada ou uma prancha nova?

Esta é uma das perguntas que mais ouço, por isso a resposta está funcionando muito bem. A dica é bem simples; se NUNCA surfou na vida, compre uma prancha usada, com boa flutuação e maior que sua altura. Mas se você já surfou algumas vezes, em aulas, passeios ou com amigos, ai sim vale a pena investir em uma prancha nova.

Espero ter ajudado. Qualquer dúvida mais específica, comente esta NEWS e responderemos abaixo.

falothau

ESCOLHENDO A PRANCHA DE SURF CERTA

O surfista que nunca ficou em dúvida ao escolher sua prancha, que atire a primeira pedra! E não adianta comprar ou encomendar uma igual aquela do seu amigo que seu deu super bem, pois vários fatores devem ser analisados para evitar que você seja injustamente tirado de “prego” dentro d’água

Quem quer começar a surfar normalmente pede ajuda a um surfista experiente na hora de escolher o equipamento. Acontece que quase sempre a prancha do mais experiente não é a certa para o iniciante. O ideal – e mais comum – é aprender a remar e ficar em pé em um longboard ou em um funboard antes de partir para a pranchinha, que é muito mais sensível e arisca nas ondas.

Mas e depois? Como escolher a pranchinha certa? Qual o tamanho ideal? Que diferença faz uma rabetinha swallow ou round squash? Quilhas removíveis pra quê?

Convidado pelo BoardSports, o shaper Fernando Longa, da New Advance, explica passo a passo para que serve e como funciona cada parte da prancha.

 
RABETA
É a parte onde fica o pé de trás, que afunda ou alivia com mais ou menos força. Aliada ao tipo de fundo e a posição das quilhas, a rabeta vai definir o quanto de precisão e força será preciso aplicar para completar uma manobra ou como a prancha vai se comportar ao fazer um movimento na parede.

Pin Tail
Permite projeção, velocidade e manobras com pouca agilidade. Feita para pranchas acima de 7’0″, para ondas grandes, fortes e turbulentas.
  Round
Tem um pouco menos área de sustentação e é mais macia de manobrar.
 
Squash
Levemente arredondada. Boa sustentação. É de fácil manobra e normalmente a mais usada.
  Square
Parecida com a squash, mas com quinas nas pontas. Manobras menos macias e com pouco direcional, aparentando ser mais presa.
 
Swallow
Rabeta segura e com mais direção e controle dentro de tubos. Mas as pontas se quebram facilmente se apoiadas ao chão.
  Wing
Quebra a linha de água na rabeta, gerando turbulência (jogando um pouco de água p/ cima do deck) e soltando um pouco mais a rabeta por sofrer menor resistencia da água.

 

QUILHAS
É o que vai fazer a prancha ficar mais ou menos presa na água na hora da cavada (curva na base da onda) ou nas desgarradas.

Removíveis – Além de facilitar o transporte nas viagens, esse tipo de quilha serve para aprimorar manobras em diferentes condições de onda e fundo, como areia, pedra ou coral. Há também opções de aberturas, tamanhos e modelos.

Os iniciantes não sentem grandes diferenças com variações de quilhas, considerando que ele vai aprender em ondas mais cheias e fáceis, como as de até 1 metro. Ou seja, as removíveis são bem mais caras e o iniciante pode não aproveitar seu potencial. A dica nesse caso é usar as quilhas fixas.

TIPOS DE FUNDO
O fundo vai definir a velocidade que a prancha vai pegar em determinado tipo de onda, dando mais ou menos contato com a água.

Fundo Flat – É o intermediário entre o côncavo (concave) e o “V”. Aumenta a pressão do “V” e a troca de bordas do côncavo (concave). Normalmente usado da parte mais larga da prancha até o bico em todo o tipo de prancha, já que se adapta a uma enorme quantidade de condições.

Fundo em “V” – Facilita a troca de bordas deixando a prancha mais solta. Se usado com excesso inadequado em uma parte da prancha pode perder a velocidade e tirar a pressão das manobras, normalmente usado entre as quilhas.

Concave – Oposto ao fundo em “V” , aumenta a pressão e a velocidade do fluxo de água, canalizando-a, usado em pranchas mais finas na altura da parte mais larga da prancha.

 

 

Doublé Concave – Uma variante do concave que pode ser aplicada a qualquer tipo de fundo, de preferência entre as quilhas.

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Canaletas – Canaliza o fluxo de água dirigindo-o em linha reta aumentando a velocidade e a pressão, deixando a prancha mais dura.

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Tri-Concave – É um tipo de fundo mais específico, é a junção do doublé concave que é só no meio das quilhas com um terceiro concave que começa mais ou menos 24 polegadas do bico, eficaz para ondas rápidas e médias.

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Invert “V” – O invert “V” é em forma de “V” no bico e na rabeta é reto, sua função é dar projeção na prancha, seu formato no bico impede que a prancha não enterre de bico nas manobras, não é um fundo muito utilizado.

Essas três partes apresentadas, o fundo, a rabeta e as quilhas dependem muito umas das outras no desempenho da prancha.

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TAMANHOS

Peso:
Largura min: Espessura min:
Largura max: Espessura max:

 

PRIMEIRA PRANCHA
Para quem está começando no esporte, o ideal é uma prancha com duas polegadas a mais relativa à prancha em que seria de acordo com o seu respectivo peso. Quanto maior a prancha, maior a estabilidade e a facilidade de remar.

Por exemplo, a prancha de um surfista que pesa 70 kg é em média uma 6’4″. Se ele for iniciante, é interessante que ele use uma 6’6″ ou até maior, pois, apesar de ser mais difícil de virar ou manobrar, é mais fácil para remar e ficar de pé na prancha.

O funboard é o mais recomendado para iniciantes por obter todas as medidas mais largas, tornando a aprendizagem mais rápida e eficiente, e por não ser tão grande quanto o longboard.

fonte

AS VERDADEIRAS PRANCHAS DE SURF 2

Após escrever um pouco sobre Longboard, recebi alguns e-mails pedindo mais. Como não sou nenhum especialista no assunto, seguirei indicação de um amigo que fiz no Farol de Santa Marta no Carnaval deste ano. Iuri de Forquilhinha é um surfista como este citado no texto abaixo. Respeitosamente vindo daqui.
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“Surfando para sempre”
Texto de Tito Rosemberg.

Quanto mais encontro surfistas de longa data, mais percebo o que todos tem de similar: o amor pelas ondas não os impede de ter outros interesses na vida.

Um dos mais antigos surfistas e shapers americanos, Bob Cooper, que vive na Austrália desde 1969, e com quem tive o prazer de viajar pela Europa em busca de ondas, disse que surfar para ele era uma situação menor, e que outros interesses o mantinham atento e atualizado. Outro mito da história do surf, o californiano Mickey Dora, que hoje vive em Guethary, na França, também já disse a este respeito que “quando tem onda eu sou surfista, quando não tem onda eu faço outras coisas”.

Não há nada mais importante na vida de uma pessoa do que diversificar seus interesses. E não há nada mais triste do que um surfista brocha porque as ondas não estão acontecendo.

Se o amor pelo surf torna-se a única razão para viver, corremos o risco de não deixarmos abertas as “portas da percepção”, e com elas fechadas paramos de aprender. E se não aprendemos mais nada, estagnamos, nosso espírito morre, mesmo se nossos corpos continuam aí, dirigindo carros ou empresas, como se estivéssemos vivos.

Acho que as pessoas verdadeiramente educadas nunca se formam, pois estão em constante estado de aperfeiçoamento e nunca receberão um “diploma”. Pegar onda muito bem, e todos os dias, pode ser apenas uma fase da vida.

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Tito Rosemberg Rio de Janeiro

 

Os verdadeiros “soul surfers”, ou surfistas de alma, não param nunca. Podem até pegar onda apenas algumas vezes por ano, mas nunca entregam os pontos, nunca “encaretam”. E nesta longa trajetória que venho percorrendo, com 36 anos de surf nas costas, venho percebendo com tristeza que muitos surfistas excepcionais, verdadeiros talentos, desaparecem das ondas depois de uma época.

Quando comecei a surfar, poucos brasileiros continuavam praticando esportes depois de entrar na universidade ou casar. Anos depois, morando na Califórnia, notei pela primeira vez que pessoas com 40, 50 e até 60 anos de idade, continuavam pegando onda, mesmo sendo obrigados a usar roupa de borracha, o que torna tudo mais cansativo. No Brasil de então deveria haver uma meia dúzia de gatos pingados que continuavam surfando depois dos 40.

Como até hoje pouco mudou nas praias brasileiras, acho que para nós tudo era competição, e que para a imensa maioria dos meus companheiros de areia e onda, quando não tínhamos mais chances de sermos campeões mundiais, ou pelo menos ser o melhor de nosso “point”, partíamos em busca de outros esportes como asa delta ou vela, gatas, casamento, família e bons empregos. E que tudo isso envolvia abandonar a praia, as ondas, os velhos amigos do pôr do sol, e recomeçar tudo de novo, pois agora “já havíamos crescidos”. Que bobeira!

Porque a universidade nos impede de surfar? Porque o casamento tem que ser o fim da praia com os amigos? Porque o emprego fixo significa não mais continuar na busca da onda perfeita? Porque não pegar onda casado, com filhos e interessado em outras atividades e trabalhando sério?

Depois de muitos anos de praia, temo que para muitos de nós dentro do mar, pegar onda seja apenas um ritual de passagem, uma atividade que se faz durante uma época restrita, entre a adolescência e o mundo adulto. Que desperdício e que tôca!

Em outros países pega-se onda mesmo com 80 anos de idade. Na ilha de Jersey, na Inglaterra, fui juiz de um campeonato de surf onde havia uma categoria só para aqueles que haviam começado a surfar depois dos cinqüenta anos de idade, e como os coroas curtiam! Na praia os garotinhos encorajavam os velhos competidores gritando: “Dá-lhe vovô! Vamos lá vovô! E eram todos netos de verdade dos surfistas que faziam suas manobras na água congelante do Canal da Mancha.

Na Califórnia, na Inglaterra, na França ou na Austrália, em qualquer dia de onda pequena ou grande, muitos, se não a maioria dos surfistas, são caras com mais de 40 anos de idade, com família, trabalho e responsabilidades mil.

Qual a diferença entre eles e nós brasileiros?

Acho que nós somos muito exibicionistas, e que só nos interessa pegar onda enquanto podemos impressionar nossos amigos ou as gatas na praia, ou enquanto temos chance de sermos campeão de alguma categoria. Uma vez que nossa competitividade esbarra com a realidade de que a maioria de nós nunca vai ganhar nem uma bateria, quanto mais um campeonato (eu, por exemplo, nunca ganhei nada, mesmo depois de mais de 3 décadas de ondas), perdemos o tesão, nos desinteressamos e partimos em busca de novos desafios. Bobeira!

O surf pode ser praticado até o último dia de nossas vidas. Aliás, o verdadeiro surfista deve continuar surfando, mesmo se a barriga atrapalha, ou se os braços já não são os mesmos, pois assim provamos ser verdade todo o tesão que dizíamos sentir quando pegávamos onda aos 15 anos de idade, e tentávamos fazer aquelas manobras então consideradas impossíveis.

Dentro d’água, temos que nos esquecer se estamos branquelos, não podemos levar em conta o fato de estarmos fora de forma, se nossa prancha não está na moda, ou se temos que ir para a praia com nossas mulheres e filhos.

Brasileiros adoram desafios, talvez até demais. Quem sabe nos faria um pouco de bem deixarmos de sermos tão exibicionistas e começarmos a surfar com a alma, mais do que com nossos músculos?

Hoje, quando encontro um jovem super empolgado, que só fala, pensa e faz surf, não consigo deixar de perguntar-me: até quando vai durar a paixão dele? Até o primeiro emprego? Até entrar na universidade? Até casar? Até os filhos nascerem?

Na vida não há nada mais gostoso do que a experiência. E quem permanece fiel aos ideais da juventude não corre o risco de estagnar, mas sim de evoluir. O espírito da descoberta é o verdadeiro remédio contra a caretice, a velhice azeda e o mau humor dos adultos.

Aldous Huxley, escritor e filósofo inglês que influenciou toda uma geração, já resumiu tudo numa só frase: “O segredo do gênio é levar o espírito da criança até a velhice, o que significa nunca perder seu entusiasmo”.

Amém!

De acordo com Máurio Borges

: “Tito Rosemberg é de longe o surfista brasileiro mais viajado do país. Sempre com algo a dizer. Sempre com um causo para contar, uma experiência para passar.”